Na década de 1970, li uma entrevista com o renomado e prestigiado economista Celso Furtado (1920-2004). Era fã dele!
Celso Furtado, no governo Juscelino Kubitschek, idealizou e criou a SUDENE (Superitendência de Desenvolvimento do Nordeste) com a finalidade de desenvolver o nordeste, o que não se realizou porque ela acabou se transformado em cabide de emprego público, centro de corrupção sem nunca ter cumprido o seu projeto original. Foi extinta no governo FHC.
A mesma SUDENE foi recriada por Lula com a intenção de abrigar seus aliados do nordeste.
Para mim, os comentários da época foram tão significativos que nunca mais os esqueci. Hoje estou novamente a relembrá-los.
Eles relacionavam as ideias de Celso Furtado ao desenvolvimento do Brasil. Ele pregava que se o desenvolvimento econômico acontecesse as demais áreas carentes do Brasil também se desenvolveriam, por simples, lógica e inevitável consequência. Se os números da economia melhorassem os números da saúde e educação melhorariam logo em seguida, como efeito secundário e natural. Por causa disso, a primeira batalha e única a ser enfrentada por países subdesenvolvidos (classificação do Brasil naqueles tempos) seria a econômica. O resto se resolveria por si só desde que a economia estivesse acertada.
Acreditando principalmente nas ideias de Celso Furtado, os nossos governantes implantaram uma série de planos econômicos, verdadeiros "choques econômicos", com mudança dos nomes da nossa moeda e sempre procurando a famosa "estabilidade econômica". Todos fracassaram.
O PLANO REAL foi o útimo e, se o REAL vive até hoje, é porque deu certo. Com o acerto do plano real passamos a ter condições de checar as ideias de Celso Furtado.
O plano REAL está dando certo desde 1994 e até agora a educação e a saúde continuam uma lástima! E já são 17 para 18 anos de real!
O governo se movimenta instantaneamente se algum dado econômico aponta um desajuste. A equipe econômica, liderada pelo Ministro da Fazenda, imediatamente toma providências para reverter o quadro e, para tanto, alteram as relações cambiais, taxam as aplicações em dólares, aumentam IOF e juros (taxa CELIC), aumentam disponibilidade de crédito, reduzem impostos (IPI) dos carros.... A agitação é envolvente e as expectativas a espera dos resultados das medidas tomadas são enormes.
Por outro lado, se os dados referentes à saúde e educação se apresentarem desastrosos o Ministro da Educação nem se mexe, permanece mudo e nenhuma, ABSOLUTAMENTE NENHUMA providência é tomada. Por consequência, o MEC não gera expectativa ou esperança.
Vejam os mais recentes dados sobre avaliação em leitura, matemática e escrita dos nossos alunos do ensino fundamental. No Nordeste, onde os dados são piores, menos da metade dos alunos sabem ler, escrever e fazer contas simples. No Sul e Sudeste os índices, apesar de serem horríveis, são melhores do que os do Nordeste. As escolas privadas com resultados infinitivamente melhores do que as públicas.
Aliás, as privadas vivem independentemente do governo; as públicas, totalmente dependentes dos governantes.
Cadê o plano educacional para tentar reverter esse quadro?
Infelizmente, continuamos a acreditar no que disse Celso Furtado: a educação e a saúde melhorarão só após a economia melhorar, por um processo ESPONTÂNEO.
domingo, 28 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Coliseu, o cinema dos romanos!
Ontem a noite tive a oportunidade de reassistir ao filme O GLADIADOR, filmado em 2000.
Pelo fato de já ter visto o filme como apreciador do cinema, reassistí-lo foi um exercício de observação e crítica.
Reparei nas cenas de disputa entre as bigas e os gladiadores com trechos de violências extremas, ferimentos sanguentos - as espadas, as rodas das bigas, as roupas dos lutadores banhadas em sangue - pedaços de corpos dilacerados, membros e cabeças arrancadas do corpo e muitas, muitas mortes.
A platéia romana atenta e que a tudo assistia, delirava e se divertia com os combates e os perigos que as feras (tigres) acorrentadas representavam para os gladiadores que lutavam pela própria sobrevivência na arena do anfiteatro, o Coliseu. Ou seja, uma verdadeira diversão e alegria; uma festa. O prazer desse espetáculo de carnificinas, estampado nos semblantes dos que estavam nas arquibancadas era o mesmo que a gente hoje nota nas pessoas, principalmente jovens, que assistem filmes policiais atuais com perseguições, tiroteios, incêndios, bombas explodindo e matando muita gente. Tudo regado a sangue, muito sangue e com fundo sonoro de muito barulho e ruidos assustadores. Ao final, o saldo é de muitas mortes.
A diferença dos filmes atuais - o de maior sucesso recente foi AVATAR, baseado em conflito entre Pandora e Polifemo - e o que acontecia na arena dos Coliseus é que no cinema a violência é de "mentirinha" e as do Coliseu, naturais, sem dublês! A morte era morte mesmo, do jeito que realmente ela é.
O que acontecia no Coliseu era motivo de muita conversa e estreitamente de relações entre os romanos e nada além disso. Não era possível o replay. Ao contrário disso, o cinema atual também agrega valor educacional pois, com a repetição, as pessoas, vendo e revendo as crueldades, tendem a aceitá-la como natural e inevitável e que provavelmente acaba no intervalo comercial, incorporando assim a violência no seu dia a dia, banalizando-a. Nos dois casos nunca acontece o peso de consciência!
Hoje somos exatamente o que os romanos eram há 2 mil anos ou mais... A nossa vantagem é que podemos assistir as cenas repetidas vezes para tirarmos as possíveis dúvidas se a bala acertou na cabeça, no olho ou na boca...
ou se o dedo decepado foi o polegar direito ou o mindinho esquerdo ....
Pelo fato de já ter visto o filme como apreciador do cinema, reassistí-lo foi um exercício de observação e crítica.
Reparei nas cenas de disputa entre as bigas e os gladiadores com trechos de violências extremas, ferimentos sanguentos - as espadas, as rodas das bigas, as roupas dos lutadores banhadas em sangue - pedaços de corpos dilacerados, membros e cabeças arrancadas do corpo e muitas, muitas mortes.
A platéia romana atenta e que a tudo assistia, delirava e se divertia com os combates e os perigos que as feras (tigres) acorrentadas representavam para os gladiadores que lutavam pela própria sobrevivência na arena do anfiteatro, o Coliseu. Ou seja, uma verdadeira diversão e alegria; uma festa. O prazer desse espetáculo de carnificinas, estampado nos semblantes dos que estavam nas arquibancadas era o mesmo que a gente hoje nota nas pessoas, principalmente jovens, que assistem filmes policiais atuais com perseguições, tiroteios, incêndios, bombas explodindo e matando muita gente. Tudo regado a sangue, muito sangue e com fundo sonoro de muito barulho e ruidos assustadores. Ao final, o saldo é de muitas mortes.
A diferença dos filmes atuais - o de maior sucesso recente foi AVATAR, baseado em conflito entre Pandora e Polifemo - e o que acontecia na arena dos Coliseus é que no cinema a violência é de "mentirinha" e as do Coliseu, naturais, sem dublês! A morte era morte mesmo, do jeito que realmente ela é.
O que acontecia no Coliseu era motivo de muita conversa e estreitamente de relações entre os romanos e nada além disso. Não era possível o replay. Ao contrário disso, o cinema atual também agrega valor educacional pois, com a repetição, as pessoas, vendo e revendo as crueldades, tendem a aceitá-la como natural e inevitável e que provavelmente acaba no intervalo comercial, incorporando assim a violência no seu dia a dia, banalizando-a. Nos dois casos nunca acontece o peso de consciência!
Hoje somos exatamente o que os romanos eram há 2 mil anos ou mais... A nossa vantagem é que podemos assistir as cenas repetidas vezes para tirarmos as possíveis dúvidas se a bala acertou na cabeça, no olho ou na boca...
ou se o dedo decepado foi o polegar direito ou o mindinho esquerdo ....
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
A encenação da bolsa família tem muitos atores além do Lula e ele não é o principal! (II)
Em artigo que recentemente escrevi nesse meu blog, comentei sobre a origem da bolsa-família, seu rebatistmo e a nova utilidade política que assumiu durante o governo Lula e o atual.
Mas, o assunto não fica somente nisso porque o Lula e seus seguidores andam insistentemente divulgando e fazendo os ingênuos acreditarem que o desenvolvimento do norte e nordeste brasileiro foi alavancado somente e exclusivamente pela bolsa-família. Usam esse argumento para explicar e justificar sua suposta ação social e, ao mesmo tempo, para combater governos anteriores.
Daí o discurso de que foi "um desenvolvimento econômico como nunca visto antes na história desse país nessas regiões".
Assistindo ao programa CANAL LIVRE de 24/07/2011 na TV BANDEIRANTES, sobre o "envelhecimento e aumento da longevidade do brasileiro" ouvi atentamente as respostas dadas pelo médico geriatra e uma assessora do IPEA aos entrevistadores.
Além de apontarem os diversos aspectos relacionados ao envelhecimento do brasileiro, deixaram bem evidente a rapidez com que o processo está se desenvolvendo, como em nenhum outro país. O que na Europa levou 50 anos para acontecer, no Brasil está ocorrendo nos últimos 20 anos.
Segundo o médico, a média de fecundidade da brasileira passou de 5,8 filhos/mulher para 1,4 em menos de 40 anos. A redução do número de filhos aconteceu no Brasil inteiro, inclusive nas regiões norte e nordeste, onde, sabidamente, o número de filhos por família tradicionalmente é elevado, mesmo com essa redução; mesmo assim, o número de filhos por família nordestinas e nortistas continua sendo os maiores do Brasil.
Segundo dados que coletei na internet (www.ibge.gov.br) a porcentagem de crianças entre 0 (zero) e 14 anos passou de 34,7% em 1994 para 29,6% em 2000 e, finalmente, 23,1%. Com base nesses dados, hoje temos mais pessoas acima de 50 anos do que crianças abaixo de 10 anos.
Enfim, todos os dados apresentados confirmam a ideia de que nos últimos 20 anos a população idosa vem crescendo em ritmo muito mais acelerado do que a de jovens.
Até aí, nenhuma novidade, já que essas informações vêm sendo repetidamente divulgada pela imprensa já faz algum tempo, desde o recenseamento de 2000.
A novidade que surgiu nas entrevistas foi proporcionada pelo médico e reforçada pela representante do IPEA sobre o rendimento da terceira idade e o que representava em termos de progresso econômico para muitas regiões, principalmente do norte e nordeste, onde, nos últimos 15 anos o número de idosos com idade superior a 60 anos aumentou expressivamente. Por causa disso, eles passaram a receber aposentadoria independente do tempo de contribuição para o INSS, mas simplesmente por ter alcançado a idade mínima para aposentadoria.
Essa leva de aposentados recentes passou a representar na família a única fonte de dinheiro e, em consequência, os idosos assumiram o papel de serem os únicos indivíduos de apoio financeiro para as famílias nas quais os demais membros vivem de "bico" e não recolhem INSS.
Analisando-se o grau econômico de desenvolvimento do norte e nordeste e a renda distribuída pela bolsa-família, percebe-se, claramente, que a bolsa-família é insuficiente para gerar o resultado que o Lula e seguidores querem lhe atribuir.
Na bolsa-família, cada família recebe de R$32,00 a R$242,00 por mês, a partir de março de 2011. Multiplicando-se o número de famílias beneficiadas pelo benefício médio teremos algo em torno de R$ 411 milhões. O descompasso, ou melhor, a diferença é muito grande. Como uma distribuição de R$ 411 milhões pode ser responsável por um crescimento de bilhões? A conta não bate, de forma alguma.
Por outro lado, se fizermos a mesma conta levando em consideração os salários mínimos (cada família recebendo R$545,00 por mês + 13º) que os novos aposentados recebem, veremos que atinge muito mais de bilhão de Reais. Portanto, o volume de recursos econômicos injetados nessas regiões foi imensamente maior do INSS do que da bolsa-família, em aproximadamente 6 vezes mais.
Os dados do IBGE mostram que as famílias brasileiras que contêm idosos estão em melhores condições econômicas do que as demais famílias (http://www.ipea.gov.br/pub/td/2002/td_0858.pdf)
Devemos também dar o mérito por isso ao idealizador e implantador desse processo de aposentadoria, o ex-presidente FHC. No governo dele é que a aposentadoria sofreu mudanças, algumas que podem ser aplaudidas, como essa, outras, vaiadas, como a implantação do fator previdenciário e expectativa de vida no cálculo dos valores dos aposentados, sempre com a função de dedução! Quando me aposentei senti os esfeitos dessas deduções.
Fica bem evidente que o processo de aposentadoria foi implantado no governo FHC e começou a surtir seus efeitos no governo Lula que, para não dar o mérito ao responsável pela "herança maldita" desviou a atenção da platéia para o sucesso da bolsa-família, puxando para sí todo os elogios e aplausos. Estava enganando, isso sim!
Hoje, mais lúcido, distante de campanhas políticas, posso afirmar com certeza que o desenvolvimento econômico regional das regiões mais pobres do Brasil é muito mais resultado da APOSENTADORIA do que da BOLSA-FAMÍLIA como Lula conseguiu fazer com que todos acreditassem, inclusive eu. Tantos discursos fez a respeito, apoiado com ecos estrondosos dos partidos da esquerda pois havia interesse eleitoreiro em jogo, usando seu domínio e tutela política fez com que todos acreditassem nisso a tal ponto de convencê-los a votarem na sucessora.
E deu certo!
Mas, o assunto não fica somente nisso porque o Lula e seus seguidores andam insistentemente divulgando e fazendo os ingênuos acreditarem que o desenvolvimento do norte e nordeste brasileiro foi alavancado somente e exclusivamente pela bolsa-família. Usam esse argumento para explicar e justificar sua suposta ação social e, ao mesmo tempo, para combater governos anteriores.
Daí o discurso de que foi "um desenvolvimento econômico como nunca visto antes na história desse país nessas regiões".
Assistindo ao programa CANAL LIVRE de 24/07/2011 na TV BANDEIRANTES, sobre o "envelhecimento e aumento da longevidade do brasileiro" ouvi atentamente as respostas dadas pelo médico geriatra e uma assessora do IPEA aos entrevistadores.
Além de apontarem os diversos aspectos relacionados ao envelhecimento do brasileiro, deixaram bem evidente a rapidez com que o processo está se desenvolvendo, como em nenhum outro país. O que na Europa levou 50 anos para acontecer, no Brasil está ocorrendo nos últimos 20 anos.
Segundo o médico, a média de fecundidade da brasileira passou de 5,8 filhos/mulher para 1,4 em menos de 40 anos. A redução do número de filhos aconteceu no Brasil inteiro, inclusive nas regiões norte e nordeste, onde, sabidamente, o número de filhos por família tradicionalmente é elevado, mesmo com essa redução; mesmo assim, o número de filhos por família nordestinas e nortistas continua sendo os maiores do Brasil.
Segundo dados que coletei na internet (www.ibge.gov.br) a porcentagem de crianças entre 0 (zero) e 14 anos passou de 34,7% em 1994 para 29,6% em 2000 e, finalmente, 23,1%. Com base nesses dados, hoje temos mais pessoas acima de 50 anos do que crianças abaixo de 10 anos.
Enfim, todos os dados apresentados confirmam a ideia de que nos últimos 20 anos a população idosa vem crescendo em ritmo muito mais acelerado do que a de jovens.
Até aí, nenhuma novidade, já que essas informações vêm sendo repetidamente divulgada pela imprensa já faz algum tempo, desde o recenseamento de 2000.
A novidade que surgiu nas entrevistas foi proporcionada pelo médico e reforçada pela representante do IPEA sobre o rendimento da terceira idade e o que representava em termos de progresso econômico para muitas regiões, principalmente do norte e nordeste, onde, nos últimos 15 anos o número de idosos com idade superior a 60 anos aumentou expressivamente. Por causa disso, eles passaram a receber aposentadoria independente do tempo de contribuição para o INSS, mas simplesmente por ter alcançado a idade mínima para aposentadoria.
Essa leva de aposentados recentes passou a representar na família a única fonte de dinheiro e, em consequência, os idosos assumiram o papel de serem os únicos indivíduos de apoio financeiro para as famílias nas quais os demais membros vivem de "bico" e não recolhem INSS.
Analisando-se o grau econômico de desenvolvimento do norte e nordeste e a renda distribuída pela bolsa-família, percebe-se, claramente, que a bolsa-família é insuficiente para gerar o resultado que o Lula e seguidores querem lhe atribuir.
Na bolsa-família, cada família recebe de R$32,00 a R$242,00 por mês, a partir de março de 2011. Multiplicando-se o número de famílias beneficiadas pelo benefício médio teremos algo em torno de R$ 411 milhões. O descompasso, ou melhor, a diferença é muito grande. Como uma distribuição de R$ 411 milhões pode ser responsável por um crescimento de bilhões? A conta não bate, de forma alguma.
Por outro lado, se fizermos a mesma conta levando em consideração os salários mínimos (cada família recebendo R$545,00 por mês + 13º) que os novos aposentados recebem, veremos que atinge muito mais de bilhão de Reais. Portanto, o volume de recursos econômicos injetados nessas regiões foi imensamente maior do INSS do que da bolsa-família, em aproximadamente 6 vezes mais.
Os dados do IBGE mostram que as famílias brasileiras que contêm idosos estão em melhores condições econômicas do que as demais famílias (http://www.ipea.gov.br/pub/td/2002/td_0858.pdf)
Devemos também dar o mérito por isso ao idealizador e implantador desse processo de aposentadoria, o ex-presidente FHC. No governo dele é que a aposentadoria sofreu mudanças, algumas que podem ser aplaudidas, como essa, outras, vaiadas, como a implantação do fator previdenciário e expectativa de vida no cálculo dos valores dos aposentados, sempre com a função de dedução! Quando me aposentei senti os esfeitos dessas deduções.
Fica bem evidente que o processo de aposentadoria foi implantado no governo FHC e começou a surtir seus efeitos no governo Lula que, para não dar o mérito ao responsável pela "herança maldita" desviou a atenção da platéia para o sucesso da bolsa-família, puxando para sí todo os elogios e aplausos. Estava enganando, isso sim!
Hoje, mais lúcido, distante de campanhas políticas, posso afirmar com certeza que o desenvolvimento econômico regional das regiões mais pobres do Brasil é muito mais resultado da APOSENTADORIA do que da BOLSA-FAMÍLIA como Lula conseguiu fazer com que todos acreditassem, inclusive eu. Tantos discursos fez a respeito, apoiado com ecos estrondosos dos partidos da esquerda pois havia interesse eleitoreiro em jogo, usando seu domínio e tutela política fez com que todos acreditassem nisso a tal ponto de convencê-los a votarem na sucessora.
E deu certo!
sábado, 30 de julho de 2011
OAB e a febre!
Cada vez que sai um resultado negativo nos exames da OAB a história se repete. E não foi diferente nesse último que, para agravar, apresentou um dos resultados mais desastrosos da sua história com 90% de reprovação. Em função do número gigantesco de fracassados a repercussão, dessa vez, foi maior do que as anteriores.
Os "reprovados"acusam a OAB de fazer um exame exageradamente difícil, impossível de se fazer como exigem; também acusam esse exame de inconstitucional; culpam a OAB de "proteção de mercado para os advogados ativos" evitando a entrada de novos; e outras denúncias inconsistentes contra a OAB. A horda dos que fizeram a prova gritou alto e bastante.
Tive a oportunidade, certa vez, de tomar ciência do conteúdo de uma prova da OAB por meio de minha esposa que a fez. Pelo que percebi, a prova nada solicitava além daquilo que um advogado, no mínimo, deveria saber. Ela nada tinha que excedesse os limites razoáveis do exercício da profissão, ou seja, nada de desmedido.
Aprovo tanto o exame da OAB que acho que deveria ser aplicado em todos os recém-formados de todas as profissões. Na realidade, o exame da OAB reduz intensamente o número de advogados picaretas no mercado. Digo que reduz porque, apesar dele, ainda temos um número representativo de advogados incompetentes no mercado. Se aplicado nas outras profissões teríamos, com certeza, médicos, engenheiros, professores, enfermeiros, analistas clínicos, arquitetos etc mais confiáveis.
As críticas que fazem ao exame da OAB sempre terminam pela sugestão de sua eliminação definitiva. Íncriminá-lo pelos seus resultados seria o mesmo que acusar o termômetro pela febre do doente, ou seja, elimina-se o termômetro porque ele teve a petulância e a insensatez de motrar que a pessoa está com febre. Que sejam destruídos todos os termômetros! Ah!, não se esqueçam também de banir o exame da OAB!
Que absurdo!
Os "reprovados"acusam a OAB de fazer um exame exageradamente difícil, impossível de se fazer como exigem; também acusam esse exame de inconstitucional; culpam a OAB de "proteção de mercado para os advogados ativos" evitando a entrada de novos; e outras denúncias inconsistentes contra a OAB. A horda dos que fizeram a prova gritou alto e bastante.
Tive a oportunidade, certa vez, de tomar ciência do conteúdo de uma prova da OAB por meio de minha esposa que a fez. Pelo que percebi, a prova nada solicitava além daquilo que um advogado, no mínimo, deveria saber. Ela nada tinha que excedesse os limites razoáveis do exercício da profissão, ou seja, nada de desmedido.
Aprovo tanto o exame da OAB que acho que deveria ser aplicado em todos os recém-formados de todas as profissões. Na realidade, o exame da OAB reduz intensamente o número de advogados picaretas no mercado. Digo que reduz porque, apesar dele, ainda temos um número representativo de advogados incompetentes no mercado. Se aplicado nas outras profissões teríamos, com certeza, médicos, engenheiros, professores, enfermeiros, analistas clínicos, arquitetos etc mais confiáveis.
As críticas que fazem ao exame da OAB sempre terminam pela sugestão de sua eliminação definitiva. Íncriminá-lo pelos seus resultados seria o mesmo que acusar o termômetro pela febre do doente, ou seja, elimina-se o termômetro porque ele teve a petulância e a insensatez de motrar que a pessoa está com febre. Que sejam destruídos todos os termômetros! Ah!, não se esqueçam também de banir o exame da OAB!
Que absurdo!
terça-feira, 26 de julho de 2011
"Mesada" ou "salário"?!
Hoje, estava decidido a continuar escrevendo sobre o bolsa família e a grande encenação política que ela representou e continua representando, rendendo grandes frutos para Lula e Cia.
Acontece que, como Diretor de Colégio, acabei de entrevistar um pai que pretende transferir seu filho aqui para a nossa escola. Ele estava acompanhado do filho e, durante a entrevista, os dois discutiram, dissimuladamente, sobre a mesada que o pai dava ao filho. Como era conversa entre membros da mesma família, não participei e, constrangido, ouvi as palavras trocadas.
Quando os dois se retiraram, refleti ligeiramente sobre o assunto e, como consequência, estou escrevendo esse texto porque tenho uma opinião formada e bem clara a respeito desse assunto e que vou aqui transformar em SUGESTÃO.
Seria melhor substituir a palavra "mesada" por "salário" porque ela (ou ele, o salário!) deve estar vinculada diretamente a uma prestação de serviço. É a paga pelo serviço prestado aos pais e a si mesmo.
Essa paga só poderia ser instituida quando a criança conseguisse fazer contas elementares de cabeça, como somar, dividir, multiplicar e subtrair. Dominando esses conhecimentos básicos, o filho teria condições de administrar a sua mesada. Partindo disso, a mesada é coisa que pode ser iniciada depois dos 9 ou 10 anos, quando a criança já aprendeu essa aritmética na escola.
Afinal das contas, que serviço seria esse? O de estudar e o filho, nesse caso, exerceria a profissão de "estudante" e os pais, de "patrão".
Como dizia o educador Lauro de Oliveira Lima, estudar é uma atividade que toma tempo prolongado, desgasta, exige planejamento e o resultado é duvidoso. O energia e o tempo dispendido é grande e merece uma recompensa, ou seja, uma mesada que, além disso, vem acompanhada da satisfação da aprendizagem.
Quanto ao valor, deveria ser proporcional aos gastos com cantina da escola e o de presentear amigos aniversariantes, atendendo às necessidades básicas dos estudos e da convivência social com os colegas da escola.
Proponho a seguinte conta.
Despesa diária na cantina (1 suco + 1 lanche) = R$ 5,00.
Despesas com presentes para os amiguinhos = R$ 3,00 por semana.
Note que os aniversários não acontecem em todas as semanas.
Assim calculando, a mesada deveria ser de R$ 28,00 por semana (5 dias da semana de lanche + presente).
Como o presente deve ser adquirido esporadicamente, à medida que os aniversários acontecem, a parcela da mesada relativa a ele (R$ 3,00) deveria ser poupada semanalmente. Essa poupança seria um bom motivo de diálogo entre pais e filhos pois representa o momento de os pais educarem o filho na sua administração financeira diária e futura. Bem conduzido, esse diálogo seria de grande contribuição à aquisição do ato de poupar, coisa que o brasileiro, de modo geral, tem grande dificuldade em praticar.
O brasileiro, geralmente, quando tem um dinheiro extra sente cócegas nas mãos e se apressa em gastar. Raramente passa pela sua cabeça a ideia de poupança. "Dinheiro na mão é vendaval", diz a múscia.
Outro aspecto importante da mesada seria as negociãções mantidas entre pais e filho nos momentos dos reajustes. Nesse caso, aconselharia aos pais que estabelecessem uma data básica de negociações. Até lá, a mesada não sofreria alteração alguma.
Um detalhe importantíssimo, o motivo central da negociação dos reajustes, é o desempenho escolar. O aumento da mesada (ou reajuste pleno, pela inflação, ou parcial) estaria vinculado ao desempenho do filho na escola, ou melhor, das suas notas. Assim, se o desempenho no ano anterior foi de média 5,0 e nesse ano está com média 6,0 seria justo um reajuste poupudo da mesada. Se, ao contrário, a média diminuisse, o reajuste refletiria isso. Cabe aqui fazer um alerta: o filho tem de saber, desde o momento em que a mesada foi instituída, dessas condições dos reajustes. Assim, ele, no decorrer do ano já conseguiria fazer previsões sobre o futuro da sua mesada. Também, sabendo dessa condições, estaria previamente preparado para as negociações, o que evitaria surpresas e sustos, além de ficar bem claro que tudo está acontecendo por causa dele, do que anda fazendo e os resultados conquistados. Existe melhor ensinamento que esse?
O resultado de todo esse processo seria o aumento do desempenho da escola e a aprendizagem que o jovem teria sobre como administrar melhor os seus rendimentos.
Mas, para que se chegue a esse ponto, a família tem de dar todo apoio aos estudos dos filhos.
Acontece que, como Diretor de Colégio, acabei de entrevistar um pai que pretende transferir seu filho aqui para a nossa escola. Ele estava acompanhado do filho e, durante a entrevista, os dois discutiram, dissimuladamente, sobre a mesada que o pai dava ao filho. Como era conversa entre membros da mesma família, não participei e, constrangido, ouvi as palavras trocadas.
Quando os dois se retiraram, refleti ligeiramente sobre o assunto e, como consequência, estou escrevendo esse texto porque tenho uma opinião formada e bem clara a respeito desse assunto e que vou aqui transformar em SUGESTÃO.
Seria melhor substituir a palavra "mesada" por "salário" porque ela (ou ele, o salário!) deve estar vinculada diretamente a uma prestação de serviço. É a paga pelo serviço prestado aos pais e a si mesmo.
Essa paga só poderia ser instituida quando a criança conseguisse fazer contas elementares de cabeça, como somar, dividir, multiplicar e subtrair. Dominando esses conhecimentos básicos, o filho teria condições de administrar a sua mesada. Partindo disso, a mesada é coisa que pode ser iniciada depois dos 9 ou 10 anos, quando a criança já aprendeu essa aritmética na escola.
Afinal das contas, que serviço seria esse? O de estudar e o filho, nesse caso, exerceria a profissão de "estudante" e os pais, de "patrão".
Como dizia o educador Lauro de Oliveira Lima, estudar é uma atividade que toma tempo prolongado, desgasta, exige planejamento e o resultado é duvidoso. O energia e o tempo dispendido é grande e merece uma recompensa, ou seja, uma mesada que, além disso, vem acompanhada da satisfação da aprendizagem.
Quanto ao valor, deveria ser proporcional aos gastos com cantina da escola e o de presentear amigos aniversariantes, atendendo às necessidades básicas dos estudos e da convivência social com os colegas da escola.
Proponho a seguinte conta.
Despesa diária na cantina (1 suco + 1 lanche) = R$ 5,00.
Despesas com presentes para os amiguinhos = R$ 3,00 por semana.
Note que os aniversários não acontecem em todas as semanas.
Assim calculando, a mesada deveria ser de R$ 28,00 por semana (5 dias da semana de lanche + presente).
Como o presente deve ser adquirido esporadicamente, à medida que os aniversários acontecem, a parcela da mesada relativa a ele (R$ 3,00) deveria ser poupada semanalmente. Essa poupança seria um bom motivo de diálogo entre pais e filhos pois representa o momento de os pais educarem o filho na sua administração financeira diária e futura. Bem conduzido, esse diálogo seria de grande contribuição à aquisição do ato de poupar, coisa que o brasileiro, de modo geral, tem grande dificuldade em praticar.
O brasileiro, geralmente, quando tem um dinheiro extra sente cócegas nas mãos e se apressa em gastar. Raramente passa pela sua cabeça a ideia de poupança. "Dinheiro na mão é vendaval", diz a múscia.
Outro aspecto importante da mesada seria as negociãções mantidas entre pais e filho nos momentos dos reajustes. Nesse caso, aconselharia aos pais que estabelecessem uma data básica de negociações. Até lá, a mesada não sofreria alteração alguma.
Um detalhe importantíssimo, o motivo central da negociação dos reajustes, é o desempenho escolar. O aumento da mesada (ou reajuste pleno, pela inflação, ou parcial) estaria vinculado ao desempenho do filho na escola, ou melhor, das suas notas. Assim, se o desempenho no ano anterior foi de média 5,0 e nesse ano está com média 6,0 seria justo um reajuste poupudo da mesada. Se, ao contrário, a média diminuisse, o reajuste refletiria isso. Cabe aqui fazer um alerta: o filho tem de saber, desde o momento em que a mesada foi instituída, dessas condições dos reajustes. Assim, ele, no decorrer do ano já conseguiria fazer previsões sobre o futuro da sua mesada. Também, sabendo dessa condições, estaria previamente preparado para as negociações, o que evitaria surpresas e sustos, além de ficar bem claro que tudo está acontecendo por causa dele, do que anda fazendo e os resultados conquistados. Existe melhor ensinamento que esse?
O resultado de todo esse processo seria o aumento do desempenho da escola e a aprendizagem que o jovem teria sobre como administrar melhor os seus rendimentos.
Mas, para que se chegue a esse ponto, a família tem de dar todo apoio aos estudos dos filhos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A encenação da bolsa família tem muitos atores além do Lula e ele não é o principal!
Foram incontáveis as vezes em que o ex-presidente Lula afirmou em seus discursos que a “bolsa família era a grande responsável pelo crescimento econômico das regiões norte e nordeste” e que isso “estava causando inveja nas elites brasileiras do Sul e Sudeste do Brasil”. Essa auto-afirmação foi acolhida pelos políticos da coligação que davam sustentação ao ex-presidente (PT, PDT, PCdoB, PSB e demais) que, além disso, também deram a máxima repercussão a essa fala, adotando-a como principal bandeira nas campanhas eleitorais de 2010. Tudo com a intenção de tirar o máximo proveito para fins eleitorais.
Os eleitores menos esclarecidos, cidadãos comuns, fizeram eco a esse discurso e, aderindo a ele, passaram a manifestar apoio irrestrito ao ex-presidente. Contribuíram decisivamente quando ao imitá-lo acrescentavam que “ele havia diminuído a miserabilidade brasileira e melhorado a vida dos pobres”, distribuindo renda por meio da bolsa família, ”como nunca havia acontecido antes nesse país”, incorporando, desse modo, o mesmo jargão de Lula.
Assim pensando, o “povão” demonstrou credibilidade ao seu líder votando em Dilma e nos candidatos dos partidos por ele indicados. Tanto é verdade que as vagas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal foram preenchidas majoritariamente pelos aliados, ou melhor, pelos adeptos do lulismo representados pela sucessora indicada. Foi um sucesso de “aquisição de votos”! Por isso, Lula merece os parabéns! O plano foi astutamente elaborado e surtiu o resultado desejado, com louvor!
Como os órgãos de imprensa deram ampla divulgação aos dados apresentados pelo governo sobre o sucesso da bolsa família, com veemência tão intensa que a fama ultrapassou as nossas fronteiras tal o tamanho proclamado do benefício conquistado, comecei a ficar intrigado com a grandiosidade do desenvolvimento econômico de algumas regiões mais pobres do Brasil atribuído exclusivamente à bolsa família. Pelo menos era o que o Lula, aos berros, andando para lá e para cá num tablado, ou palanque, com a camisa molhada de suor, repetia em seus discursos.
Fiquei desconfiado porque o programa da bolsa família já existia, com outro formato, no governo FHC, sem distribuição de dinheiro, mas de cestas básicas (bolsa escola) vinculadas à frequência escolar, vale gás (desconto na aquisição do botijão de gás porque ele consumia uma parcela comprometedora da renda das famílias de baixa-renda) e da bolsa alimentação (distribuição de cestas básicas aos mais miseráveis, sem vínculo escolar), com uma logística diferente.
Cabe aqui reconhecer o mérito de José Roberto Magalhães Teixeira, PSDB, ex-prefeito de Campinas, que em 1994 idealizou e implantou a bolsa escola na cidade de Campinas, que teve em Cristovam Buarque um forte e ferrenho defensor e divulgador.
As cestas e o vale gás eram entregues às prefeituras das cidades, cabendo ao município a coordenação regional do programa com o compromisso de cadastrar e de entregar o que recebia do governo federal às famílias de baixa renda. Nessas condições, quem ficava com o mérito de tudo era o prefeito, pois era ele quem se aproveitava politicamente do efeito do bem realizado. Nesse aspecto, FHC foi ingenuamente apolítico, acredito eu.
Fernando Henrique foi quem introduziu os programas de transferência de renda com a implantação da bolsa escola, bolsa alimentação e vale gás. No início do seu governo estes programas inexistiam e, na sua saída, em 2002, atingia cerca de 4 milhões de famílias beneficiadas.
O que o Lula fez foi substituir os custos (em R$) dos programas de bolsa escola, bolsa alimentação e vale gás por dinheiro vivo, no valor bem próximo ao que era distribuído no governo FHC, rebatizando o programa como BOLSA FAMÍLIA. Além disso, ampliou o número de beneficiados, passando de 4 para 10 milhões. Excluiu as prefeituras do processo e assumiu diretamente o papel de benfeitor, atraindo para si todas as atenções.
Essa foi a grande jogada porque, a partir daí, sua popularidade cresceu e se manteve em patamares bem elevados. Ao final do seu segundo mandato, em 2010, elevou o número para 13 milhões, afirmando que não se tratava de uma jogada eleitoral por expandir o programa às vésperas da eleição presidencial. Os tolos, ingênuos e tontos deram crédito ao Lula criticando a oposição que, na época, combatia essa manobra eleitoreira.
Analisando atentamente os dados aqui apresentados, podemos elaborar uma comparação de incremento do número de atendidos por programas de transferência de renda. FHC partiu do praticamente nada e atingiu 4 milhões; Lula partiu de 4 milhões e chegou a 13. Portanto, fazendo essas continhas elementares percebemos claramente que FHC cresceu em muito mais de 10.000% no atendimento social tendo acumulado também todo o trabalho do projeto e da implantação do programa enquanto Lula, além de encontrar o programa instalado e funcionando, só cresceu em cerca de 325%.
Joseph Goebbels, Ministro Nacional para Esclarecimento Público e Propaganda nazista afirmou que a mentira contada exaustivas vezes vira verdade, menos para os que se mantêm integralmente lúcidos. Baseado nessa crença ele exerceu rigoroso controle nos meios de comunicação e educacionais na Alemanha de Adolf Hitler, persuadindo, assim, o povo alemão a se preparar para uma guerra sem precedentes.
Deixando de lado a minha modéstia, sinto-me lúcido!
Conclusão: FHC foi muito mais social do que Lula, apesar desse último dizer que recebeu uma herança maldita do primeiro e pregar que o mérito é somente seu! Lula, procedendo assim, está sendo o mais injusto e covarde dos presidentes, cometendo descaradamente o ato de violação dos direitos de outrem como “nunca na história dos presidentes desse país”.
Falta demonstrar que o crescimento econômico das regiões pobres do norte e nordeste tem pouca participação da bolsa família! É o que farei no próximo texto do blog.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Por que você pirateia?
Por que você pirateia?
Essa é a manchete da reportagem sobre o assunto no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO de 11 de julho de 2011. Nela estão dois depoimentos signifivativos.
Num deles, a pessoa diz que "O motivo é um só: pirateamos porque podemos e não somos presos"; o outro afirma que "... se os preços forem realmente acessíveis, eu certamente os teria consumido (os originais)".
Aproveito a reportagem para também expor o que penso a respeito.
No fundo, a aquisição de produtos piratas nada mais é do a utilização de qualquer meio (lícito ou ilícito) para se apossar daquilo que se deseja (o fim).
Dito de outra forma: "não importa os meios, o que vale é o fim".
O fim é o de atender a uma necessidade muitas vezes desnecessárias, geradas ou induzida pelo marketing, por influência da moda, por desvios comportamentais ou da incapacidade de lidar com frustações decorrentes do "não ter", que se sobrepõe ao de "não ser"!
Os políticos, principalmente do PT, para justificarem tantas corrupções que praticam ou, se não o fazem, aprovam os aliados que as praticam, justificam a utilização constante e ininterrupta desses meios ilícitos, aéticos e imorais atribuindo ao fim um caráter de nobreza. Nesse caso, a "nobreza" consiste em engordar o caixa do partido e/ou do seu próprio.
Desse modo eles são guiados em seus atos: a causa partidária e o idealismo político são de tal grandeza de caráter, de magnanimidade e nobreza que qualquer meio para alcançá-los é, por princípio, aprovado, seja de qual natureza for!
Consideram-se Robin Hood modernos, autoposicionando-se como os "pobres" e como rico, "o dinheiro que não pertence a ninguém", o do Tesouro Nacional.
O que estaria praticando um sujeito ao adquirir um produto pirata diferente do que os políticos corruptos fazem? A única justificativa diferente estaria no significado de "nobreza" do ato: o de realizar o desejo de "possuir" CD, DVD, tênis, .... .
Não é por causa do preço que se compra produto pirata! A compra é decorrente de traços e qualidades inerentes ao indivíduo, do seu caráter, da sua inclinação de temperamento, pelo seu feitio moral e ético. Enfim, da sua índole centrada na desonestidade.
A justificação dizendo "que é caro", fora do seu alcance, é um argumento inconsistente de defesa usando uma razão não vergonhosa e compreendida e aceita pelos seus iguais.
Outro dia, por simples curiosidade, perguntei a um camelô de CDs, se ele tinha alguma cópia pirata do Chico Buarque de Holanda ou de Beethoven. Respondeu-me dizendo que não vendia esses tipos de CDs porque as pessoas que os apreciavam não compravam produtos piratas!
Ou melhor, é um grupo de pessoas de outra índole, outra moral e ética.
Na realidade, quando o adquirente de produtos piratas diz que "compramos porque podemos", está afirmando que o seu juízo interior, a sua consciência, não possui a opção "errado" nesses atos ou motivos e, por consequência, não se traduzem em sentimentos de remorso ou de culpa. Ao contrário, os sentimento que geram é de regozijo, vaidade, prazer e de ostentação da posse do objeto da qual tira proveito.
Essa é a manchete da reportagem sobre o assunto no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO de 11 de julho de 2011. Nela estão dois depoimentos signifivativos.
Num deles, a pessoa diz que "O motivo é um só: pirateamos porque podemos e não somos presos"; o outro afirma que "... se os preços forem realmente acessíveis, eu certamente os teria consumido (os originais)".
Aproveito a reportagem para também expor o que penso a respeito.
No fundo, a aquisição de produtos piratas nada mais é do a utilização de qualquer meio (lícito ou ilícito) para se apossar daquilo que se deseja (o fim).
Dito de outra forma: "não importa os meios, o que vale é o fim".
O fim é o de atender a uma necessidade muitas vezes desnecessárias, geradas ou induzida pelo marketing, por influência da moda, por desvios comportamentais ou da incapacidade de lidar com frustações decorrentes do "não ter", que se sobrepõe ao de "não ser"!
Os políticos, principalmente do PT, para justificarem tantas corrupções que praticam ou, se não o fazem, aprovam os aliados que as praticam, justificam a utilização constante e ininterrupta desses meios ilícitos, aéticos e imorais atribuindo ao fim um caráter de nobreza. Nesse caso, a "nobreza" consiste em engordar o caixa do partido e/ou do seu próprio.
Desse modo eles são guiados em seus atos: a causa partidária e o idealismo político são de tal grandeza de caráter, de magnanimidade e nobreza que qualquer meio para alcançá-los é, por princípio, aprovado, seja de qual natureza for!
Consideram-se Robin Hood modernos, autoposicionando-se como os "pobres" e como rico, "o dinheiro que não pertence a ninguém", o do Tesouro Nacional.
O que estaria praticando um sujeito ao adquirir um produto pirata diferente do que os políticos corruptos fazem? A única justificativa diferente estaria no significado de "nobreza" do ato: o de realizar o desejo de "possuir" CD, DVD, tênis, .... .
Não é por causa do preço que se compra produto pirata! A compra é decorrente de traços e qualidades inerentes ao indivíduo, do seu caráter, da sua inclinação de temperamento, pelo seu feitio moral e ético. Enfim, da sua índole centrada na desonestidade.
A justificação dizendo "que é caro", fora do seu alcance, é um argumento inconsistente de defesa usando uma razão não vergonhosa e compreendida e aceita pelos seus iguais.
Outro dia, por simples curiosidade, perguntei a um camelô de CDs, se ele tinha alguma cópia pirata do Chico Buarque de Holanda ou de Beethoven. Respondeu-me dizendo que não vendia esses tipos de CDs porque as pessoas que os apreciavam não compravam produtos piratas!
Ou melhor, é um grupo de pessoas de outra índole, outra moral e ética.
Na realidade, quando o adquirente de produtos piratas diz que "compramos porque podemos", está afirmando que o seu juízo interior, a sua consciência, não possui a opção "errado" nesses atos ou motivos e, por consequência, não se traduzem em sentimentos de remorso ou de culpa. Ao contrário, os sentimento que geram é de regozijo, vaidade, prazer e de ostentação da posse do objeto da qual tira proveito.
Assinar:
Postagens (Atom)