Desde antes da Revolução de 1930, segundo o sociólogo José de Souza Martins, protesto é questão de polícia.
Estou me referindo à reação da polícia no último protesto dos estudantes, na Av. Paulista, contra o remanejamento das escolas com desativação de algumas delas, para 2016.
Os professores não foram, desta vez, os fomentadores do movimento.
Ele surgiu dos próprios estudantes como resposta às propostas de remanejamentos de escolas, com o fechamento de algumas, do governo do Estado que colidiam com o modo de vida e a mentalidade deles e das suas famílias.
Então, decidiram ocupar, inicialmente, as escolas que seriam descartadas e posteriormente as que, nos planos, não seriam fechadas.
Não foi necessária a presença da polícia quando estavam dentro das escolas a não ser nas imediações para evitar depredações e agressões. A ocupação foi passiva.
Os alunos que estavam em séries terminais, como terceiro colegial, reagiram porque estavam sem aulas, não terminariam o ano letivo e sem o diploma estariam impedidos de ingressarem em faculdades. O conflito passou a ser, então, entre estudantes dentro das escolas. E a polícia teve de intervir porque as reações foram agressivas e violentas.
As manifestações contra a ação dos policiais foram amplamente criticadas nas redes sociais. Todos considerando um absurdo a polícia algemar e prender estudante.
Cá entre nós, quando dois grupos estão brigando o que se faz para separá-los? Será pedindo LICENÇA, POR FAVOR, SENDO POLIDO E EDUCADO... ?
Como o movimento estava perdendo força, instruídos por entidades não estudantis, articularam-se com entidades de focos de tensão social, completamente estranhos ao movimento e foram às ruas. Assim fizeram. Bloquearam ruas e avenidas com carteiras e cadeiras e muitos transtornos para o trânsito, ou melhor, locomoção em São Paulo.
Aí a polícia mostrou quem é o educador e mostrou que entre nós educar ainda é enquadrar, da mesma forma que muitos professores querem o tempo todo enquadrar os seus alunos e se desgastam, estressam, entram em depressão e sofrem de todos os males possíveis quando insistentemente seus alunos não os atendem, se recusam a se enquadrarem.
Enquanto a polícia usa cassetete e bombas de gás lacrimogênio para enquadrar, o professor hoje está impedido de usar régua, palmatória, tapa etc. Nesse ponto ele leva nítida desvantagem em relação ao policial, desde que se queira ENQUADRAR.
Tudo isso significa um recuo no que se pensa de mais atual em educação. É triste testemunhar tudo isso.
domingo, 13 de dezembro de 2015
domingo, 29 de novembro de 2015
Drogas agitando o mundo
Quando dominaram os povos da região do Peru, os espanhóis notaram que os nativos (Incas dos Andes) mascavam folhas de coca durante as cerimônias religiosas.
Perceberam que as pessoas ficavam mais atentas, ativas e condescendentes em demasia e por muitas horas - praticamente o dia todo - sem consumirem alimento durante a mascação das folhas de coca.
A partir dessa constatação os soldados espanhóis decidiram tirar proveito dessas qualidades da coca.
Deliberaram, então, que os nativos passassem a mascar folhas de coca durante os trabalhos forçados a que foram submetidos. Com isso, tornaram os nativos mais fáceis de serem controlados, explorados e dominados e de baixo custo porque comiam muito pouco.
A coca tornou-se um produto altamente lucrativo pois aumentava a produtividade do trabalhador - trabalhava mais tempo - com baixo custo de comida. Além disso, a coca, como matéria prima tinha custo zero pois era cultivada em todos os cantos.
Na 2ª Guerra Mundial os aliados e os nazistas fizeram seus soldados consumirem, sem saberem, anfetaminas para que ficassem sem sono e sem fome, além de se sentirem com mais energia para as batalhas longas e dolorosas. Para muitos soldados drogados a guerra era uma farra.
Recentemente chega-nos a notícia que uma nova droga (diga-se pseudo nova droga), batizada de Captagon (nome científico fenetilina), também chamada de "droga do terror", está sendo distribuída entre os militantes do Estado Islâmico.
Cabe informar que o Captagon é um estimulante em comprimidos e que tem em sua composição a antiga anfetamina.
É fornecido fartamente para os militantes que vão entrar em ação para que fiquem mais atrevidos perdendo o medo e não sentindo fome quando em ação.
Afinal, quando a droga é boa e quando é ruim? Tudo depende da finalidade do seu uso.
A foto a seguir é da captura de uma carga de Captagon que iria para os Jihadistas.
Perceberam que as pessoas ficavam mais atentas, ativas e condescendentes em demasia e por muitas horas - praticamente o dia todo - sem consumirem alimento durante a mascação das folhas de coca.
A partir dessa constatação os soldados espanhóis decidiram tirar proveito dessas qualidades da coca.
Deliberaram, então, que os nativos passassem a mascar folhas de coca durante os trabalhos forçados a que foram submetidos. Com isso, tornaram os nativos mais fáceis de serem controlados, explorados e dominados e de baixo custo porque comiam muito pouco.
A coca tornou-se um produto altamente lucrativo pois aumentava a produtividade do trabalhador - trabalhava mais tempo - com baixo custo de comida. Além disso, a coca, como matéria prima tinha custo zero pois era cultivada em todos os cantos.
Na 2ª Guerra Mundial os aliados e os nazistas fizeram seus soldados consumirem, sem saberem, anfetaminas para que ficassem sem sono e sem fome, além de se sentirem com mais energia para as batalhas longas e dolorosas. Para muitos soldados drogados a guerra era uma farra.
Recentemente chega-nos a notícia que uma nova droga (diga-se pseudo nova droga), batizada de Captagon (nome científico fenetilina), também chamada de "droga do terror", está sendo distribuída entre os militantes do Estado Islâmico.
Cabe informar que o Captagon é um estimulante em comprimidos e que tem em sua composição a antiga anfetamina.
É fornecido fartamente para os militantes que vão entrar em ação para que fiquem mais atrevidos perdendo o medo e não sentindo fome quando em ação.
Afinal, quando a droga é boa e quando é ruim? Tudo depende da finalidade do seu uso.
A foto a seguir é da captura de uma carga de Captagon que iria para os Jihadistas.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Desvio de funções.
O STF (Superior Tribunal Federal), ao aprovar recurso, liberou as Guardas Municipais das cidades a também lavrarem multas de trânsito. Perfeito!
Decorrente desta decisão, passamos a ter como vigilantes do trânsito os Policiais Militares, a Polícia Federal (PRF) os Amarelinhos e as Guardas Municipais.
Acho que nada no Brasil é tão fiscalizado.
Enfim, nada mais correto que os infratores das normas do trânsito receberem o merecido castigo. Aliás, no Brasil, os que infringem as leis, principalmente as de trânsito, não são poucos. Ou melhor, são raros os motoristas isentos de falhas.
Defronte a escola que dirijo, numa avenida movimentada aqui em Campinas, testemunhamos diariamente, no mínimo, mais de uma dezena de desrespeitos às leis de trânsito, num trecho não superior a 50 metros. Imagino o que deve estar acontecendo nas outras vias da cidade, nas outras cidades, nos outros Estados....! Em Brasília!
A única preocupação que se evidencia na decisão do STF é o desvio de função.
A Guarda Municipal foi criada com a função de tomar conta do patrimônio público e, por causa disso, seus componentes permanecem vigiando os Postos de Saúde, Hospitais Municipais, Praças, Escolas e Parques e outros lugares considerados merecedores de preservação.
Com essa nova função - a de multar no trânsito - as Guardas Municipais podem se desviar das funções para as quais originalmente foram criadas, ou seja, serem deslocadas das Escolas, Parques e Praças para fiscalizarem o trânsito.
Esse desvio de função não é tão difícil de acontecer porque as prefeituras estão com queda acentuada de arrecadação dos impostos em consequência da crise econômica do Brasil e as multas representam uma arrecadação expressiva sem a possibilidade de manifestações contrárias.
Conseguir receita extra por meio de multas é mais fácil do que aumentar impostos ou taxas que, caso sejam tentadas, ocasionam movimentos contrários e manifestações estrondosas e inconvenientes, além de farto noticiário e exposição negativa do prefeito.
Pelo visto, as Prefeituras encontraram uma solução silenciosa e que cala a boca de qualquer manifestante contrário para recompor sua arrecadação.
Parabéns senhores prefeitos!
Para se ter uma ideia das proporções das multas basta ver o que aconteceu no primeiro semestre deste ano na cidade de São Paulo: mais de 100 mil multas.
Você tem ideia de quanta arrecadação isto representa?
Tente imaginar o que acontecerá com o aumento do contingente dos fiscais com o acréscimo da Guarda Municipal. E acrescente-se a isso a redução da velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros com mais radares instalados. A Prefeitura estará numa fartura nunca vista de dinheiro proveniente de multas.
E não me venham dizer que não existe indústria da multa.
Decorrente desta decisão, passamos a ter como vigilantes do trânsito os Policiais Militares, a Polícia Federal (PRF) os Amarelinhos e as Guardas Municipais.
Acho que nada no Brasil é tão fiscalizado.
Enfim, nada mais correto que os infratores das normas do trânsito receberem o merecido castigo. Aliás, no Brasil, os que infringem as leis, principalmente as de trânsito, não são poucos. Ou melhor, são raros os motoristas isentos de falhas.
Defronte a escola que dirijo, numa avenida movimentada aqui em Campinas, testemunhamos diariamente, no mínimo, mais de uma dezena de desrespeitos às leis de trânsito, num trecho não superior a 50 metros. Imagino o que deve estar acontecendo nas outras vias da cidade, nas outras cidades, nos outros Estados....! Em Brasília!
A única preocupação que se evidencia na decisão do STF é o desvio de função.
A Guarda Municipal foi criada com a função de tomar conta do patrimônio público e, por causa disso, seus componentes permanecem vigiando os Postos de Saúde, Hospitais Municipais, Praças, Escolas e Parques e outros lugares considerados merecedores de preservação.
Com essa nova função - a de multar no trânsito - as Guardas Municipais podem se desviar das funções para as quais originalmente foram criadas, ou seja, serem deslocadas das Escolas, Parques e Praças para fiscalizarem o trânsito.
Esse desvio de função não é tão difícil de acontecer porque as prefeituras estão com queda acentuada de arrecadação dos impostos em consequência da crise econômica do Brasil e as multas representam uma arrecadação expressiva sem a possibilidade de manifestações contrárias.
Conseguir receita extra por meio de multas é mais fácil do que aumentar impostos ou taxas que, caso sejam tentadas, ocasionam movimentos contrários e manifestações estrondosas e inconvenientes, além de farto noticiário e exposição negativa do prefeito.
Pelo visto, as Prefeituras encontraram uma solução silenciosa e que cala a boca de qualquer manifestante contrário para recompor sua arrecadação.
Parabéns senhores prefeitos!
Para se ter uma ideia das proporções das multas basta ver o que aconteceu no primeiro semestre deste ano na cidade de São Paulo: mais de 100 mil multas.
Você tem ideia de quanta arrecadação isto representa?
Tente imaginar o que acontecerá com o aumento do contingente dos fiscais com o acréscimo da Guarda Municipal. E acrescente-se a isso a redução da velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros com mais radares instalados. A Prefeitura estará numa fartura nunca vista de dinheiro proveniente de multas.
E não me venham dizer que não existe indústria da multa.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Primeiro que apareceu
Dirigindo o meu velho Opala, acompanhado do Carlucho (in memorian), professor de Física, numa tarde ensolarada de sábado retornávamos de Marília, ansiosos por chegar em casa, após termos dado aulas naquela manhã. Ele costumeiramente era meu caronista.
A viagem de Marília até Ribeirão Preto, onde morávamos, durava, na época, cerca de 5 horas. A estrada era esburacada, muito movimentada por caminhões de cana e de laranja e de pista simples. Pouquíssimas chances de ultrapassagens nos quase 300 km de distância.
Depois de trabalhar a semana em diversas cidades como São José do Rio Preto, São Carlos, Araraquara e, por fim, Marília, eu e o Carlucho só tínhamos um desejo: chegar em casa para curtir o final de semana.
O nosso final de semana era curto porque durava das 17h de sábado, quando chegávamos a Ribeirão, até a segunda de madrugada (mais ou menos 3h 30min) quando saíamos para São José do Rio Preto onde tínhamos que estar para a primeira aula da segunda-feira, as 7 horas.
O nosso final de semana era curto porque durava das 17h de sábado, quando chegávamos a Ribeirão, até a segunda de madrugada (mais ou menos 3h 30min) quando saíamos para São José do Rio Preto onde tínhamos que estar para a primeira aula da segunda-feira, as 7 horas.
Pois bem, numa destas viagens de retorno de Marília, próximo à cidade de Itápolis, fomos parados por Policiais Rodoviários de um posto a beira da estrada. Estas paradas sempre nos chateavam porque significavam retardar a nossa chegada. A única parada programada era para o almoço num restaurante próxima à cidade de Guarantã.
O policial pediu-me os documentos e depois de constatar que estavam em ordem fez a seguinte acusação:
- Estava em velocidade acima da permitida naquele trecho, apontando a longa descida lá atrás, por onde havia acabado de transitar.
- Eu costumo controlar a velocidade e acho difícil que isto tenha ocorrido, já fora do carro.
- Está vendo aquela pedra branca lá no topo da estrada, no acostamento? disse o policial.
- Sim.
- Lá no pé da descida, sobre uma árvore, tem uma pano vermelho. Vê ele?
- Sim.
- Lá no pé da descida, sobre uma árvore, tem uma pano vermelho. Vê ele?
- Sim.
- Note, também, que na pista tem uma faixa branca pintada ao lado da pedra e outra, da árvore. A distância entre as duas faixas é de 1.000 metros e, para melhor visualiza-las no binóculo, colocamos a pedra e o pano vermelho.
- Quando o senhor passou pela pedra acionei o cronômetro e o desliguei quando passou pelo pano vermelho.
- Hummmm.
Mostrando-me o cronômetro comentou,
Mostrando-me o cronômetro comentou,
- O senhor percorreu o trecho em alguns poucos segundos (não me recordo exatamente dos números) e isso significa que estava a aproximadamente 102 km/h quando o limite é de 100 km/h. Na época não existiam os radares e as multas por excesso de velocidade eram assim realizadas.
- Quando eu descia pela estrada fui ultrapassado por uma camionete e o senhor não a parou. Deveria te-la parado. Com certeza ela estava em velocidade superior a minha!
- O senhor foi o primeiro que apareceu no topo da estrada e o seu carro foi o que segui. Sei da sua velocidade no percurso. Também o vi sendo ultrapassado mas, como não o estava acompanhando o outro, nada fiz. E nada poderia fazer porque não teria uma velocidade cronometrada para lançar na multa enquanto a do senhor eu tenho. A lei exige isso.
Ouvindo a conversa, o Carlucho mostrou para ele as contas sobre a velocidade percorrida e deixou o policial em dúvida. Lembro-o que não era possível tamanha precisão de cálculos. Impressionado com a aula que o Prof Carlucho deu a ele, nos perguntou o que éramos.
O Carlucho respondeu que "somos professores, demos aulas hoje de manhã em Marília e agora são 15h e ainda estamos na estrada e loucos para chegar em casa. E essa parada está nos retardando por no mínimo 30 minutos".
Foi então que ele, surpreendendo, nos cumprimentou por sermos professores, teceu uma série de elogios para a nossa profissão e confessou o quanto admirava os professores e, não lavrou a multa.
Desejou-nos boa viagem e nos liberou.
O pessoal do PT vive se queixando que os outros partidos também fizeram as mesmas falcatruas, acusando diretamente o PSDB. O Lula não cansa de dizer que o PT está sendo perseguido nas investigações enquanto os outros partidos, não.
SERIA BOM ALGUÉM DIZER A ELE QUE ELE FOI O PRIMEIRO QUE APONTOU, ou se mostrou, NO TOPO DA CORRUPÇÃO.
- Quando eu descia pela estrada fui ultrapassado por uma camionete e o senhor não a parou. Deveria te-la parado. Com certeza ela estava em velocidade superior a minha!
- O senhor foi o primeiro que apareceu no topo da estrada e o seu carro foi o que segui. Sei da sua velocidade no percurso. Também o vi sendo ultrapassado mas, como não o estava acompanhando o outro, nada fiz. E nada poderia fazer porque não teria uma velocidade cronometrada para lançar na multa enquanto a do senhor eu tenho. A lei exige isso.
Ouvindo a conversa, o Carlucho mostrou para ele as contas sobre a velocidade percorrida e deixou o policial em dúvida. Lembro-o que não era possível tamanha precisão de cálculos. Impressionado com a aula que o Prof Carlucho deu a ele, nos perguntou o que éramos.
O Carlucho respondeu que "somos professores, demos aulas hoje de manhã em Marília e agora são 15h e ainda estamos na estrada e loucos para chegar em casa. E essa parada está nos retardando por no mínimo 30 minutos".
Foi então que ele, surpreendendo, nos cumprimentou por sermos professores, teceu uma série de elogios para a nossa profissão e confessou o quanto admirava os professores e, não lavrou a multa.
Desejou-nos boa viagem e nos liberou.
O pessoal do PT vive se queixando que os outros partidos também fizeram as mesmas falcatruas, acusando diretamente o PSDB. O Lula não cansa de dizer que o PT está sendo perseguido nas investigações enquanto os outros partidos, não.
SERIA BOM ALGUÉM DIZER A ELE QUE ELE FOI O PRIMEIRO QUE APONTOU, ou se mostrou, NO TOPO DA CORRUPÇÃO.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Dinheiro carimbado
Um exemplo marcante disso foi a aprovação recente de 10% do PIB para a área da educação. Buscando ganhos eleitoreiros, os políticos, assim que a lei foi aprovada, apresentaram-se como defensores das causas públicas evidenciadas nas manifestações que se iniciaram em junho de 2013 e continuaram até pouco antes do início dos jogos da Copa (junho/2014). Atualmente vivemos um período de quietude, sem manifestações. Tive a oportunidade de observar, por muitas vezes, fotografias estampadas em jornais e revistas de jovens com cartazes ou faixas cobrando o aumento das verbas para educação, os tais 10% do PIB. Assim, a educação passaria a ter "padrão FIFA"!
Agora, em campanha para reeleição, estes mesmos políticos adotaram como bandeira a votação favorável dessa lei. Muito provavelmente serão reeleitos devido ao forte poder apelativo da educação amparada por verba polpuda. Nos programas políticos da TV que tive oportunidade de assistir, os candidatos à reeleição garantiram que com tanta verba a educação nacional, sem a menor dúvida, terá melhoras expressivas nos próximos anos. Afinal, o governo passará seus investimentos em educação de 5,7% para 10% do PIB, o que significa, em dinheiro, de R$ 27 bilhões para R$ 48 bilhões.
O incremento das verbas educacionais será gradativo - para não "quebrar" o governo! - até 2024, ano que chegaremos aos tais 10%.
Durante os últimos 20 anos os governos municipais, estaduais e federal têm aumentado os gastos com educação na expectativa de que aumentando os investimentos haveria, como consequência natural, um avanço na qualidade de ensino, o que não ocorreu. Ao contrário, a qualidade está decaindo avaliação após avaliação e os custos cada vez maiores. Observe os resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2013.
Em outros tempos, os legisladores aprovaram 5% do ICMS do Estado de São Paulo para as universidades públicas estaduais paulistas (USP, UNICAMP, UNESP).
No Congresso existem discussões para uma reserva de 1% das receitas (da União, Estados e Municípios) para programas de habitação popular. Também estão negociando uma verba de 7% para saúde. E vários outros projetos estão sendo propostos e discutidos.
Esse tipo de legislação gera uma receita chamada "receita vinculada" ou "dinheiro carimbado" porque tem destinação única (não pode ser usada para nada além daquilo para a qual a lei determina) e, no seu princípio, garante a verba necessária para essas instituições. Além disso, depois de aprovada não tem como voltar atrás e desfazer o que foi decidido.
Atualmente, 87% das verbas da União são "vinculadas", ou seja, gasto obrigado por lei com dinheiro cujo destino é predeterminado e que não pode, em hipótese alguma, ser usado para outro fim. Diga-se, de passagem, um porcentual elevadíssimo.
O problema que vejo nesse tipo de ação é que dinheiro garantido sem contraprestação e em grande quantidade sem boa administração estimulará o desperdício e não garante resultados positivos além de favorecer a corrupção.
Não é de agora que as universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP, UNESP) estão com grandes problemas de caixa por apresentarem despesas superiores ao que recebem pelos 5% do ICMS. Fazem greve e pressionam o governo paulista para elevar esse porcentual. Acontece que o Brasil está passando nos últimos três anos por uma queda acentuada na economia e, por consequência, redução do recolhimento do ICMS. Como os reajustes salariais dessas entidades foram superiores aos da inflação e o crescimento do ICMS bem abaixo dela o "dinheiro carimbado" para as universidades não cresceu na mesma proporção dos reajustes concedidos. Em alguns casos até encolheu! É claro que chegaria a condição que hoje se encontram, de insolvência.
O dinheiro carimbado só é bom desde que a arrecadação não diminua. E essa diminuição vem acontecendo em muitos municípios e vários estados acarretando sérios problemas administrativos.
Com a intenção de aumentar a arrecadação alguns municípios e estados passam a conceder incentivos fiscais para que indústrias se instalem em seus territórios.
As indústrias, nesse caso, ficam isentas de impostos e taxas. O estado e o município que concederam essa concessão aumentam suas arrecadações por meios indiretos. O índice de empregos aumenta por consequência da instalação da indústria e a massa salarial incrementa o consumo na região e, com o aumento das vendas do comércio, os governos passam a arrecadar mais e não resistem a "vincular verbas".
O estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, ofereceu tantas vantagens para a GM que ela instalou uma montadora no estado. Com isso, a arrecadação do município privilegiado aumentou muito porque os salários dos empregados da GM circulando pela cidade incrementou o comércio e venda de imóveis e o município melhorou seu atendimento ao munícipe. Tudo estava uma maravilha! Agora, com a queda da arrecadação pela diminuição assustadora de vendas de veículos, o município viu sua arrecadação cair pela metade e, por consequência, não consegue mais dar conta dos compromissos assumidos. E o prefeito vai até Brasília pedir ajuda federal. Episódios como este estão ficando cada vez mais frequentes no Brasil.
Na verdade, ENGANAM-SE AQUELES QUE LUTAM POR DINHEIRO CARIMBADO achando que com ele os problemas serão resolvidos!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O problema da água se chama Homo sapiens.
Diante da atual escassez de água temos, obrigatoriamente, que pensar demoradamente sobre esse assunto, refletindo profundamente e considerando o maior número possível de fatores e agentes que nos levaram a essa situação desesperadora.
As cidades, em sua imensa maioria, nasceram em margens de rios porque o rio representava fonte permanente de água, um bem essencial, e um meio acessível a todos para deslocamentos e transportes com o uso de embarcações. O custo do transporte simples em rios é nulo bastando, para tanto, um tronco de árvore trabalhado na confecção de uma canoa e uma vara para ser usada como remo. Com apenas esse tipo de utilização os rios se transformaram em bens a serem preservados com todo capricho.
Acontece, que os habitantes dessas povoações ribeirinhas, que se desenvolveram em grandes cidades, pouco ou nenhum valor deram a esse bem. Passaram a despejar nele os seus resíduos sólidos transformando-o em coletor de lixo. Era cômodo jogar o lixo no rio porque, levado pela correnteza, ele desaparecia da vista dando a impressão que o problema de destinação do lixo estava resolvido. Assim se sentiam conformados e confortados. O importante era se livrar do lixo! Ninguém, ou pouquíssimos, perguntaram "para onde está indo o lixo jogado no rio?".
Até hoje um número considerado de pessoas ainda continua usando o rio para se desvencilhar do lixo. Basta ver o Rio Tietê, o Tamanduateí, o Pinheiros com sacos de lixo boiando, poltronas, sofás, colchões e móveis velhos em suas margens além de quantidades incontáveis de garrafas pets flutuando e sacos plásticos.
A chuva que cai nas cidades também é muito bem vinda porque além de limpar o céu - as gotas da chuva carregam a poeira suspensa no ar para o chão - rega os jardins e áreas desocupadas e, ao originar enxurradas, carrega o lixo e a sujeira das ruas para os rios. Ou seja, a chuva lava a cidade levando embora a imundice e tudo aquilo que foi descartado nas calçadas, sarjetas e leito da rua. Até a poeira acumulada nos telhados!
Além disso, também os esgotos das cidades passaram a ser despejados nos rios. O leito do rio é a região mais baixa da cidade e, como o esgoto é aquoso flui por gravidade das regiões mais altas para as mais baixas através da rede de esgoto que termina em rios e córregos. No Brasil, estações de tratamento de esgoto ainda são exceções, raridades. Ou seja, continuamos despejando nos rios os esgotos in natura - do jeito que saem das residências -, poluindo-os assustadoramente.
Com lixo e esgoto o rio perdeu a nobreza, deixou de ser um bem a ser preservado, chegando a ser ruim para a cidade dada a proliferação de insetos, ratos nojentos, com sua água enegrecida e exalação constante de mau cheiro insuportável e, também, fonte de doenças.
Deixando de ser fonte de água consumível pelo homem, os rios das cidades, como fonte de água potável, foram abandonados e procurou-se água para consumo humano, em locais mais distantes, nos rios não poluídos que poderiam ser canalizados até as cidades. Para melhor proveito esses rios foram represados.
Com o aumento constante do consumo de água - as cidades estão crescendo - e a queda natural do índice de chuvas, a consequência inevitável é a falta d'água por momentos cada vez mais prolongados, tornando-se um problema grave no futuro pois, visto o desmatamento incontrolável e desmesurado que vem acontecendo, as chuvas se reduzirão ano após ano.
Um outro recurso de água potável é o lençol freático e o Brasil, nesse caso, é privilegiado porque possui nas profundezas do seu solo - principalmente na região de Cerrado - um depósito gigantesco conhecido como Aquífero Guarani, fonte das águas minerais que compramos.
Mas, o aquífero também está sendo comprometido! A irrigação das lavouras intensivas (agronegócio) é feita com água retirada do aquífero Guarani por meio de poços artesianos. E o consumo de água nessas áreas agrícolas é grandioso, de enormes proporções e, o resultado disso é o abaixamento do nível do aquífero. A subtração d'água do aquífero está se sucedendo em volume bem superior ao da recarga (reposição) que ocorre por infiltração das águas provenientes das chuvas no solo arenoso do Cerrado. Simplesmente porque as chuvas estão diminuindo.
Além disso, os lixões das cidades localizadas em regiões onde anteriormente era Cerrado (Goiânia, Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba etc.), não receberam o tratamento adequado. Os chorumes oriundos desses lixões, material altamente poluente e contaminado, infiltram-se no solo arenoso e chegam a atingir o aquífero. Os agrotóxicos pulverizados nas lavouras são levados ao solo pela chuva e também se infiltram. Ou seja, estamos, na verdade, poluindo o aquífero!
Portanto, o problema não é a água, é o homem.
Perante tantos descasos o que se poderia fazer para resolver o problema, já sabendo que ele se agravará enormemente se nenhuma providência for tomada?
Sugiro:
1 - Preservar as áreas que abastecem o aquífero. Assim elevaríamos a reposição de água do aquífero Guarani.
2 - Já existe legislação a respeito mas nenhuma prefeitura tomou todas as precauções exigidas na construção de aterros sanitários. Deveria ser obrigatório cada município cuidar adequadamente do seu lixo - atualmente chamam de resíduo sólido.
3 - Programa de redução gradativa de poluição dos rios que passam pelas cidades. Londres e Paris conseguiram despoluir completamente seus rios. Despoluída, a água dos rios que passam por áreas urbanas poderia ser utilizada pelos cidadãos.
4 - Reaproveitar a água resultante do tratamento de esgoto em postos de gasolina (para lavar carros), irrigação de praças e água para descarga em sanitários. Processo conhecido por reuso.
5 - Educar o cidadão para que não jogue lixo ou qualquer outra coisa no rio e em nenhum outro lugar da rua ou da estrada porque esse material chegará ao rio carregado pela enxurrada das chuvas.
6 - Educar as pessoas para consumirem menos água. O cada cidadão europeu consome, em média, cerca de 110 litros de água por dia; o morador de São Paulo consome 205 litros por dia.
7 - Revisar o encanamento distribuidor de água nas cidades porque, por serem antigos, estão sujeito a muitos vazamentos, o que ocasiona perda expressiva de água.
As cidades, em sua imensa maioria, nasceram em margens de rios porque o rio representava fonte permanente de água, um bem essencial, e um meio acessível a todos para deslocamentos e transportes com o uso de embarcações. O custo do transporte simples em rios é nulo bastando, para tanto, um tronco de árvore trabalhado na confecção de uma canoa e uma vara para ser usada como remo. Com apenas esse tipo de utilização os rios se transformaram em bens a serem preservados com todo capricho.
Acontece, que os habitantes dessas povoações ribeirinhas, que se desenvolveram em grandes cidades, pouco ou nenhum valor deram a esse bem. Passaram a despejar nele os seus resíduos sólidos transformando-o em coletor de lixo. Era cômodo jogar o lixo no rio porque, levado pela correnteza, ele desaparecia da vista dando a impressão que o problema de destinação do lixo estava resolvido. Assim se sentiam conformados e confortados. O importante era se livrar do lixo! Ninguém, ou pouquíssimos, perguntaram "para onde está indo o lixo jogado no rio?".
Até hoje um número considerado de pessoas ainda continua usando o rio para se desvencilhar do lixo. Basta ver o Rio Tietê, o Tamanduateí, o Pinheiros com sacos de lixo boiando, poltronas, sofás, colchões e móveis velhos em suas margens além de quantidades incontáveis de garrafas pets flutuando e sacos plásticos.
A chuva que cai nas cidades também é muito bem vinda porque além de limpar o céu - as gotas da chuva carregam a poeira suspensa no ar para o chão - rega os jardins e áreas desocupadas e, ao originar enxurradas, carrega o lixo e a sujeira das ruas para os rios. Ou seja, a chuva lava a cidade levando embora a imundice e tudo aquilo que foi descartado nas calçadas, sarjetas e leito da rua. Até a poeira acumulada nos telhados!
Além disso, também os esgotos das cidades passaram a ser despejados nos rios. O leito do rio é a região mais baixa da cidade e, como o esgoto é aquoso flui por gravidade das regiões mais altas para as mais baixas através da rede de esgoto que termina em rios e córregos. No Brasil, estações de tratamento de esgoto ainda são exceções, raridades. Ou seja, continuamos despejando nos rios os esgotos in natura - do jeito que saem das residências -, poluindo-os assustadoramente.
Com lixo e esgoto o rio perdeu a nobreza, deixou de ser um bem a ser preservado, chegando a ser ruim para a cidade dada a proliferação de insetos, ratos nojentos, com sua água enegrecida e exalação constante de mau cheiro insuportável e, também, fonte de doenças.
Deixando de ser fonte de água consumível pelo homem, os rios das cidades, como fonte de água potável, foram abandonados e procurou-se água para consumo humano, em locais mais distantes, nos rios não poluídos que poderiam ser canalizados até as cidades. Para melhor proveito esses rios foram represados.
Com o aumento constante do consumo de água - as cidades estão crescendo - e a queda natural do índice de chuvas, a consequência inevitável é a falta d'água por momentos cada vez mais prolongados, tornando-se um problema grave no futuro pois, visto o desmatamento incontrolável e desmesurado que vem acontecendo, as chuvas se reduzirão ano após ano.
Um outro recurso de água potável é o lençol freático e o Brasil, nesse caso, é privilegiado porque possui nas profundezas do seu solo - principalmente na região de Cerrado - um depósito gigantesco conhecido como Aquífero Guarani, fonte das águas minerais que compramos.
Mas, o aquífero também está sendo comprometido! A irrigação das lavouras intensivas (agronegócio) é feita com água retirada do aquífero Guarani por meio de poços artesianos. E o consumo de água nessas áreas agrícolas é grandioso, de enormes proporções e, o resultado disso é o abaixamento do nível do aquífero. A subtração d'água do aquífero está se sucedendo em volume bem superior ao da recarga (reposição) que ocorre por infiltração das águas provenientes das chuvas no solo arenoso do Cerrado. Simplesmente porque as chuvas estão diminuindo.
Além disso, os lixões das cidades localizadas em regiões onde anteriormente era Cerrado (Goiânia, Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba etc.), não receberam o tratamento adequado. Os chorumes oriundos desses lixões, material altamente poluente e contaminado, infiltram-se no solo arenoso e chegam a atingir o aquífero. Os agrotóxicos pulverizados nas lavouras são levados ao solo pela chuva e também se infiltram. Ou seja, estamos, na verdade, poluindo o aquífero!
Portanto, o problema não é a água, é o homem.
Perante tantos descasos o que se poderia fazer para resolver o problema, já sabendo que ele se agravará enormemente se nenhuma providência for tomada?
Sugiro:
1 - Preservar as áreas que abastecem o aquífero. Assim elevaríamos a reposição de água do aquífero Guarani.
2 - Já existe legislação a respeito mas nenhuma prefeitura tomou todas as precauções exigidas na construção de aterros sanitários. Deveria ser obrigatório cada município cuidar adequadamente do seu lixo - atualmente chamam de resíduo sólido.
3 - Programa de redução gradativa de poluição dos rios que passam pelas cidades. Londres e Paris conseguiram despoluir completamente seus rios. Despoluída, a água dos rios que passam por áreas urbanas poderia ser utilizada pelos cidadãos.
4 - Reaproveitar a água resultante do tratamento de esgoto em postos de gasolina (para lavar carros), irrigação de praças e água para descarga em sanitários. Processo conhecido por reuso.
5 - Educar o cidadão para que não jogue lixo ou qualquer outra coisa no rio e em nenhum outro lugar da rua ou da estrada porque esse material chegará ao rio carregado pela enxurrada das chuvas.
6 - Educar as pessoas para consumirem menos água. O cada cidadão europeu consome, em média, cerca de 110 litros de água por dia; o morador de São Paulo consome 205 litros por dia.
7 - Revisar o encanamento distribuidor de água nas cidades porque, por serem antigos, estão sujeito a muitos vazamentos, o que ocasiona perda expressiva de água.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
A dignidade do mensageiro
Participei como ouvinte, debatedor e expositor de inúmeros congressos, palestras, encontros de divulgação de trabalhos científicos, principalmente na SBPC, e simpósios no período no qual fiz a pós graduação. Concluída a pós, com menor assiduidade, continuei a frequentar esses eventos. O último evento foi uma palestra dada por um membro da equipe de clonagem da Dolly.
Um fato marcante percebido na graduação, reforçado no período de pós graduação, durante as discussões calorosas que se estabeleciam em alguns daqueles eventos, é que no curso dos debates os participantes usavam argumentos tanto a favor como contra as ideias. Foi notório que os debatedores restringiam suas críticas aos pensamentos expostos pelo apresentador enaltecendo ou não o próprio pelos seus resultados alcançados nas pesquisas sem denegrir, de forma alguma, a pessoa do pesquisador, respeitando a sua individualidade, por pior que fossem as suas conclusões.
Dito de outra maneira, nunca ouvi críticas ou elogios dirigidos ao mensageiro (pesquisador) que comunica más ou boas notícias (conclusões dos pesquisadores).
Por outro lado, nos últimos 12 anos tenho notado declarações dos governantes desfazendo, desmerecendo e depreciando, até ofendendo, os seus críticos sem em momento algum argumentarem contra as críticas das quais são alvos, com a intenção de invalida-las e aniquila-las de modo incontestável e definitivamente, encerrando-se, assim, de modo decisivo o assunto. Indo além, chegam até a sugerir legislação visando censurar a imprensa que, segundo eles, se atreve a divulgar o que chamam de disparates.
Assim procedendo, chamam de "pessimistas especializados em criar ambiente negativo", "torcida para o Brasil dar errado", "traidores da pátria", "só veem o lado negativo do governo", "oposição", "elite branca" os que se atreveram a dizer que a inflação está aumentando - e realmente está! -, que a conta de luz terá que sofrer um elevado reajuste e o atual governo não a reajusta porque é ano eleitoral e, caso reajustasse agora sofreria prejuízos na eleição; que o que está acontecendo com a conta de luz também ocorre com os combustíveis (gasolina e diesel); que a Petrobrás sofreu forte desvalorização sob seu comando; ou simplesmente vaiar a governante ... etc.
Eu mesmo fui impiedosamente chamado de "torcer contra o governo" quando escrevi que "as contas de luz ficariam muito mais baixas se o governo investisse na rede transmissora o que possibilitaria o aproveitamento de energia eólica do nordeste que estão paradas justamente por falta da rede transmissora. Elas têm a capacidade de gerar 1.300MW. Por causa disso estamos usando energia gerada por termoelétricas e que custa muito cara, cujo custo adicional ainda não foi transferido para a conta de luz de cada um. A Dilma preferiu baixar a tarifa no início de 2014 subsidiando as empresas geradoras em mais de R$ 12 bilhões, demonstrando pouca inteligência ou muita incompetência ou uso desmesurado do Estado para sua reeleição. Agora, o governo está novamente subsidiando as empresas geradoras em mais R$ 6 bilhões.
A partir do próximo ano, seja qual governo for, teremos que pagar essa conta, ou seja, caberá a nós arcar com os custos desse dispendioso subsídio com juros e tudo o mais, por um simples capricho da Dilma.
Um fato marcante percebido na graduação, reforçado no período de pós graduação, durante as discussões calorosas que se estabeleciam em alguns daqueles eventos, é que no curso dos debates os participantes usavam argumentos tanto a favor como contra as ideias. Foi notório que os debatedores restringiam suas críticas aos pensamentos expostos pelo apresentador enaltecendo ou não o próprio pelos seus resultados alcançados nas pesquisas sem denegrir, de forma alguma, a pessoa do pesquisador, respeitando a sua individualidade, por pior que fossem as suas conclusões.
Dito de outra maneira, nunca ouvi críticas ou elogios dirigidos ao mensageiro (pesquisador) que comunica más ou boas notícias (conclusões dos pesquisadores).
Por outro lado, nos últimos 12 anos tenho notado declarações dos governantes desfazendo, desmerecendo e depreciando, até ofendendo, os seus críticos sem em momento algum argumentarem contra as críticas das quais são alvos, com a intenção de invalida-las e aniquila-las de modo incontestável e definitivamente, encerrando-se, assim, de modo decisivo o assunto. Indo além, chegam até a sugerir legislação visando censurar a imprensa que, segundo eles, se atreve a divulgar o que chamam de disparates.
Assim procedendo, chamam de "pessimistas especializados em criar ambiente negativo", "torcida para o Brasil dar errado", "traidores da pátria", "só veem o lado negativo do governo", "oposição", "elite branca" os que se atreveram a dizer que a inflação está aumentando - e realmente está! -, que a conta de luz terá que sofrer um elevado reajuste e o atual governo não a reajusta porque é ano eleitoral e, caso reajustasse agora sofreria prejuízos na eleição; que o que está acontecendo com a conta de luz também ocorre com os combustíveis (gasolina e diesel); que a Petrobrás sofreu forte desvalorização sob seu comando; ou simplesmente vaiar a governante ... etc.
Eu mesmo fui impiedosamente chamado de "torcer contra o governo" quando escrevi que "as contas de luz ficariam muito mais baixas se o governo investisse na rede transmissora o que possibilitaria o aproveitamento de energia eólica do nordeste que estão paradas justamente por falta da rede transmissora. Elas têm a capacidade de gerar 1.300MW. Por causa disso estamos usando energia gerada por termoelétricas e que custa muito cara, cujo custo adicional ainda não foi transferido para a conta de luz de cada um. A Dilma preferiu baixar a tarifa no início de 2014 subsidiando as empresas geradoras em mais de R$ 12 bilhões, demonstrando pouca inteligência ou muita incompetência ou uso desmesurado do Estado para sua reeleição. Agora, o governo está novamente subsidiando as empresas geradoras em mais R$ 6 bilhões.
A partir do próximo ano, seja qual governo for, teremos que pagar essa conta, ou seja, caberá a nós arcar com os custos desse dispendioso subsídio com juros e tudo o mais, por um simples capricho da Dilma.
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